O representante da organização internacional fez essa avaliação ao se referir à escolha desta capital como sede das cerimônias de abertura da assinatura da Convenção das Nações Unidas contra o Cibercrime (Convenção de Hanói), nos dias 25 e 26 de outubro.
“O papel do Vietnã como anfitrião deste evento icônico também é um endosso retumbante de sua liderança, visão e compromisso inabalável com o multilateralismo, enraizado nas Nações Unidas”, enfatizou Tamesis.
De acordo com a autoridade, a homenagem se baseia no engajamento internacional ativo da nação indochinesa, desde sua cadeira no Conselho de Direitos Humanos até sua liderança na Parceria para a Transição Energética Justa (JETP).
Além disso, por seus ambiciosos compromissos climáticos no âmbito das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e sua defesa da agenda Mulheres, Paz e Segurança, impulsionada por seu compromisso de longa data com a diplomacia e a cooperação internacional.
Tamesis enfatizou que as Nações Unidas veem o Vietnã como um parceiro confiável, cujo relacionamento de longa data com a organização tem sido caracterizado por valores compartilhados, respeito mútuo e uma visão compartilhada de paz, desenvolvimento e cooperação.
“À medida que enfrentamos os desafios de um cenário digital cada vez mais complexo, estamos confiantes de que o Vietnã continuará a liderar pelo exemplo, promovendo a colaboração transfronteiriça e defendendo os princípios de justiça, segurança e dignidade para todos”, disse ele.
Referindo-se à Convenção de Hanói, ele destacou o fato de que, pela primeira vez, um tratado das Nações Unidas levará o nome de uma cidade vietnamita, o que é um poderoso testemunho do crescente prestígio do país indochinês no cenário mundial, disse ele.
Ele também observou que esta Convenção é o primeiro instrumento jurídico global sobre crimes cibernéticos adotado no âmbito da ONU em mais de duas décadas e representa um sucesso para o multilateralismo nestes tempos difíceis.
Mais do que um instrumento legal, o documento é um modelo de cooperação internacional, fornecendo aos signatários ferramentas robustas para prevenir, investigar e processar crimes cibernéticos, e marcando uma nova era de colaboração na busca por segurança cibernética, proteção de dados e justiça na era digital.
A Convenção, ele enfatizou, está profundamente ligada ao Pacto Digital Global e ao Pacto para o Futuro, iniciativas que defendem a segurança digital, os direitos humanos e a inclusão e, juntas, sinalizam a determinação da comunidade internacional em construir um futuro digital aberto, seguro e resiliente para todos.