segunda-feira, 13 julho, 2026

Vietnã e o Brasil promovem uma cooperação econômica substancial, eficaz, equilibrada e sustentável

O embaixador Bui Van Nghi discursa no seminário. (Fotos:  Embaixada do Vietnã no Brasil)

No dia 9 de julho (horário local), em Brasília, a Embaixada do Vietnã no Brasil organizou um seminário intitulado “Compartilhamento de informações sobre as relações econômicas, comerciais e de investimento entre Vietnã e Brasil no primeiro semestre de 2026”.

O seminário foi realizado em formato híbrido, combinando participação presencial e online, com o objetivo de atualizar o panorama da cooperação econômica bilateral, trocar opiniões sobre oportunidades de mercado e discutir dificuldades, desafios e rumos para promover a cooperação no futuro.

Em seu discurso no seminário, o embaixador vietnamita no Brasil, Bui Van Nghi, afirmou que, segundo estatísticas brasileiras, no primeiro semestre de 2026, o comércio bilateral entre o Vietnã e o Brasil atingiu aproximadamente US$ 4,22 bilhões, um aumento de cerca de 16,8% em comparação com o mesmo período de 2025.

Especificamente, as exportações do Brasil para o Vietnã atingiram aproximadamente US$ 2,104 bilhões, um aumento de 16,6%; as importações brasileiras do Vietnã atingiram aproximadamente US$ 2,114 bilhões, um aumento de 17%. O Brasil continua sendo uma importante fonte de produtos agrícolas, matérias-primas e diversas commodities estratégicas para o Vietnã, como soja, milho, algodão, carne, celulose, minérios e minerais.

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Vista do seminário. 

Em contrapartida, o Vietnã fornece ao mercado brasileiro seus pontos fortes em produtos como telefones e componentes, computadores, equipamentos eletrônicos, máquinas, têxteis, calçados, produtos de madeira, frutos do mar e alguns produtos alimentícios. Isso cria a base para que ambos os lados não apenas expandam o comércio de mercadorias , mas também promovam uma cooperação mais profunda em investimentos, processamento, logística, distribuição, tecnologia e cadeias de valor.

O embaixador Bui Van Nghi afirmou que o Vietnã e o Brasil são duas economias complementares. Enquanto o Brasil é um importante fornecedor de produtos agrícolas, matérias-primas, carne, celulose e minerais, o Vietnã exporta principalmente bens industriais, equipamentos eletrônicos, máquinas, têxteis, calçados, produtos de madeira, frutos do mar e alimentos processados.

No entanto, segundo o embaixador Bui Van Nghi, ainda existem muitos desafios para a expansão da cooperação bilateral . Entre os principais obstáculos, o embaixador mencionou o baixo volume de investimento direto, a carteira comercial concentrada em poucos setores, os altos custos logísticos, a falta de rotas de transporte direto, bem como a necessidade de ampliar o intercâmbio de informações entre as empresas e aprimorar o diálogo sobre quarentena e regulamentações legais.

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O seminário atraiu a atenção de representantes de associações, indústrias e empresas brasileiras.

Em relação às prioridades para os próximos anos, o Embaixador do Vietnã no Brasil apoiou o estabelecimento de mecanismos permanentes para o compartilhamento de informações entre o governo e as empresas; o fortalecimento da cooperação entre os estados brasileiros e as províncias vietnamitas; a expansão de parcerias em áreas como energias renováveis, biocombustíveis, logística, transformação digital, biotecnologia e indústrias verdes; além da aceleração das negociações de acordos comerciais entre o Vietnã e o Mercosul.

Em sua apresentação no seminário, o Sr. Nhu Van Can, Diretor Adjunto do Departamento de Pesca e Inspeção de Pesca (Ministério da Agricultura e Meio Ambiente do Vietnã), falou sobre a gestão estatal da aquicultura, quarentena, segurança alimentar, rastreabilidade e controle de qualidade das exportações vietnamitas de frutos do mar.

O relatório indica que o Vietnã estabeleceu um sistema de gestão relativamente abrangente, incluindo o gerenciamento de espécies aquáticas, ração e produtos para tratamento do ambiente de aquicultura, condições das instalações de cultivo, certificação de segurança alimentar, registros de produção, rastreabilidade e incentiva a adoção dos padrões VietGAP, GlobalGAP, ASC e BAP.

Ao apresentar um estudo sobre a situação das importações vietnamitas de frutos do mar para o Brasil, as condições atuais do mercado e os desafios nas operações de importação, a Sra. Thamires Quinhões, Diretora Executiva da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Pesca (ABRAPES), afirmou que o Vietnã se tornou um importante fornecedor de frutos do mar para o mercado brasileiro.

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O embaixador Bui Van Nghi troca impressões com os delegados presentes no evento

No entanto, segundo a Thamires Quinhões, as importações de frutos do mar, em particular de tilápia, enfrentam diversos desafios legais e políticos, incluindo o Projeto de Lei 6.331/2025, que propõe a proibição da importação de tilápia, bem como algumas medidas a nível estatal que podem gerar incerteza para as empresas.

A Sra. Thamires Quinhões afirmou que a comunidade empresarial brasileira de importação de frutos do mar apoia um ambiente regulatório transparente, estável, previsível e baseado em evidências científicas. Ao mesmo tempo, as empresas brasileiras desejam fortalecer a cooperação com associações, empresas e autoridades vietnamitas para compartilhar informações técnicas, promover o diálogo institucional e afirmar o papel dos frutos do mar vietnamitas como fonte complementar de abastecimento para o mercado brasileiro.

Em sua apresentação no seminário, o professor e doutor Robson Cardoch Valdez, especialista brasileiro em economia, afirmou que a relação econômica entre o Vietnã e o Brasil está passando de uma fase potencial para uma cooperação cada vez mais madura e estrategicamente significativa.

Segundo o Dr. Robson Cardoch Valdez, o comércio bilateral deverá quase triplicar entre 2016 e 2025, passando de aproximadamente US$ 3 bilhões para mais de US$ 7,4 bilhões. A estrutura comercial demonstra alta complementaridade: o Brasil fornece alimentos, matérias-primas agrícolas, minerais e produtos básicos; enquanto o Vietnã fornece bens manufaturados, equipamentos industriais, componentes eletrônicos e bens de consumo de alta tecnologia.

O economista Robson Cardoch Valdez acredita que, no próximo período, os dois países têm amplo espaço para cooperação em áreas como agricultura e processamento de alimentos, segurança alimentar, transição energética e biocombustíveis, economia digital, semicondutores e eletrônica, logística e infraestrutura, minerais estratégicos, inovação e economia verde. O marco da Parceria Estratégica Vietnã-Brasil é considerado uma base crucial para transformar essas oportunidades em projetos concretos de investimento, inovação e integração produtiva.

O seminário registrou diversas contribuições de gestores, especialistas e representantes empresariais de ambos os países, que compartilharam e trocaram pontos de vista sobre oportunidades de mercado, além de discutirem dificuldades, desafios e rumos para promover a cooperação no futuro.

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Delegados presentes no seminário posam para uma foto comemorativa.

O seminário “Compartilhamento de informações econômicas, comerciais e de investimento entre o Vietnã e o Brasil no primeiro semestre de 2026” é uma atividade prática de diplomacia econômica da Embaixada do Vietnã no Brasil em 2026.

O evento foi organizado para aprimorar o entendimento do mercado, fortalecer a confiança entre empresas e localidades do Vietnã e do Brasil e promover uma cooperação mais substancial, eficaz, equilibrada e sustentável no futuro. Ao mesmo tempo, trata-se também de uma atividade prática que contribui para a implementação efetiva da Parceria Estratégica Vietnã-Brasil e do Plano de Ação Bilateral para o período 2025-2030.

O original em vietnamita encontra-se em https://nhandan.vn/viet-nam-brazil-thuc-day-hop-tac-kinh-te-thuc-chat-hieu-qua-can-bang-va-ben-vung-post974783.html

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