segunda-feira, 24 agosto, 2026

Vietnamitas no exterior: um recurso fundamental para o futuro do país

Tran Ngoc Thao Sophie (de óculos), diretora da Escola Mang Non Vietnamita da União Geral dos Vietnamitas na França (UGVF) e membro de seu Comitê Permanente. (Foto: VNA)

Paris (VNA) – A Resolução 23-NQ/TW do Birô Político do Partido Comunista do Vietnã marca uma mudança significativa na percepção da comunidade vietnamita no exterior, reconhecendo-a não apenas como parte integrante da nação, mas também como um recurso vital para contribuir com o desenvolvimento e o futuro do país.

A declaração foi feita por Tran Ngoc Thao Sophie, chefe da Escola Mang Non do Vietnã na União Geral dos Vietnamitas na França (UGVF) e membro de seu Comitê Permanente, em entrevista à Agência de Notícias do Vietnã (VNA) em Paris.

Segundo Ngoc Thao, a nova resolução reflete uma relação mais próxima, igualitária e recíproca entre o Vietnã e seus compatriotas no exterior. Para os vietnamitas na França, uma comunidade com uma longa história que abrange várias gerações, a integração bem-sucedida na sociedade francesa e a manutenção dos laços com a pátria não são objetivos contraditórios, mas sim mutuamente reforçadores e que contribuem para o fortalecimento das relações entre os dois países.

Ela enfatizou a importância das gerações mais jovens. Para preservar a língua, a cultura e os laços com o Vietnã, é necessário criar formas adequadas para que os jovens se conectem, tanto na educação e na vida profissional quanto em atividades culturais e comunitárias.

Ela considerou necessário ampliar as oportunidades de uso do vietnamita para além das aulas formais, por meio de atividades culturais, intercâmbios juvenis, programas comunitários e plataformas digitais. A cultura vietnamita também deve ser aproximada dos jovens por meio da história, literatura, música, cinema, arte, esportes e das conquistas recentes do país. Ela

também propôs a criação de mais oportunidades para que jovens, estudantes e intelectuais vietnamitas na França viajem ao Vietnã para estudar, estagiar, realizar pesquisas, empreender ou participar de projetos sociais e culturais.

Uma rede de jovens vietnamitas na França também contribuiria para o fortalecimento dos laços em áreas como educação, emprego, pesquisa e negócios, opinou.

Outro objetivo central da Resolução 23 é aproveitar melhor o potencial da comunidade. Segundo Ngoc Thao, esses recursos não se limitam a capital, mas incluem conhecimento, experiência, tecnologia, redes profissionais e conexões internacionais.

Para alcançar esse objetivo, é necessário “conectar as pessoas certas com as necessidades certas”, apresentando demandas específicas para que especialistas e empresas vietnamitas na França possam identificar como contribuir. A comunidade pode desempenhar um papel de ponte entre o Vietnã, a França e a Europa, conectando universidades, centros de pesquisa, empresas e organizações.

Ngoc Thao enfatizou que a própria comunidade vietnamita no exterior também deve desempenhar um papel mais ativo, permitindo que suas iniciativas alcancem os parceiros adequados no Vietnã.

Ele ressaltou que a confiança é fundamental para manter a participação a longo prazo. As contribuições devem ser levadas a sério e gerar resultados concretos. Em sua opinião, esse é precisamente o espírito da Resolução 23: considerar os vietnamitas no exterior não apenas como receptores de políticas de mobilização, mas como protagonistas do desenvolvimento nacional.

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