O Porto Internacional Gemalink, que faz parte do sistema portuário de Cai Mep na cidade de Ho Chi Minh. (Foto: VNA)
Cidade de Ho Chi Minh (VNA) – A economia da Cidade de Ho Chi Minh cresceu 8,27% no primeiro trimestre de 2026, a maior taxa para o mesmo período nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais.
O resultado confirma a recuperação sustentada do maior polo econômico do Vietnã e cria uma base favorável para a aceleração do crescimento nos próximos meses. O setor de serviços continuou liderando a expansão, com um aumento de 8,91%, contribuindo com 56% do crescimento total, impulsionado principalmente pelo dinamismo do setor de transporte e logística.
O setor comercial manteve o crescimento de 8,85%, refletindo a demanda interna ainda em expansão, embora com sinais de desaceleração. Enquanto isso, o setor financeiro avançou 8,26%, demonstrando melhor absorção de capital, mesmo que o crescimento do crédito tenha ficado abaixo da média nacional.
Em contrapartida, o setor industrial e da construção civil cresceu 7,73%, abaixo das expectativas. A indústria manufatureira permaneceu o principal motor de crescimento do setor, enquanto fatores como a fraca produção de eletricidade e a extração limitada de petróleo e gás prejudicaram o desempenho geral.
O investimento continuou sendo um destaque. O capital próprio total atingiu aproximadamente US$ 5,7 bilhões, um aumento de 10,7% em relação ao ano anterior. O investimento estrangeiro direto aproximou-se de US$ 2,9 bilhões, um aumento notável de 219,7%, refletindo a confiança dos investidores na economia local.
No entanto, as pressões inflacionárias persistem. O índice de preços ao consumidor subiu 3,36%, enquanto o aumento do custo dos insumos e dos serviços de logística continua a afetar as empresas. De acordo com pesquisas oficiais, 31,6% das empresas relatam maiores dificuldades em comparação com o trimestre anterior.
As autoridades atribuem esses desafios tanto a fatores externos, como a volatilidade da economia global e dos preços da energia, quanto a restrições internas, incluindo a lentidão na liberação de investimentos públicos e a desaceleração da demanda interna.
Para o segundo trimestre, espera-se uma perspectiva mais favorável. 43,5% das empresas antecipam uma melhora nas condições de negócios, particularmente em setores como alimentos, têxteis, vestuário e eletrônicos, o que poderá fortalecer o ritmo de crescimento no curto prazo.
